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Philip Roth_ Vida longa ao fantasma!

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No dia 22 de maio deste ano soubemos do falecimento do escritor aos 85 anos. No dia 24, lendo a coluna de Felipe Rios Baeza na revista Rialta , dou-me conta de que: "Se aprendemos algo dos livros de Philip Roth é o modo como estão marcados por sensações e emoções que não parecem transportadas pela palavra, mas diretamente pelas próprias mãos do escritor. " (Baeza) Foi isso que senti ao ler pela primeira vez un livro escrito por Roth. Passava um tempo na casa de uma amiga e escolhi aleatoriamente, por sugestão dela, o Dying animal ( animal agonizante) ,   e passei a devorá-lo como se não o lesse, mas estivesse sendo tocada por algo.  Claro que eu lia, inclusive sentia o peso do livro, nem tão grosso assim, cuidava para não suar em suas páginas, para não deixar nenhuma página dobrada quando virava a página e sofria por não poder sublinhar, riscar ou até rasgar aquele objeto-fetiche que me fascinava. Porém também sentia, vivia, sofria e sorria com aquele personage...

O fenimismo se tornou a galinha dos ovos de ouro do capitalismo?

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Escrito pelo Coletivo 52 , rede de auxílio mútuo ao empoderamento das mulheres _6 de março 2018 as 17:16 Traduzido por Viviane Bagiotto Botton _9 de março 2018 12:55. Retirado do jornal Liberation :  http://www.liberation.fr/debats/2018/03/06/le-feminisme-est-il-devenu-la-vache-a-lait-du-capitalisme_1634230 Uma ilha exclusivamente para mulheres na Finlandia, taxis londrinos femininos: a economia joga com a desigualdade de gênero para criar um novo mercado. Temos que sair desse binarismo comercial. Alguns meses depois da tempestade Weinstein e do #metoo , a lista de temas sobre as relações entre mulheres-homens que ainda não foram postas na mesa se encolhe, melhor assim. Mas resta aí um “que” que para nós merece ser pensado e que queremos debater: como a vida sexual das mulheres ainda é minada pelo patriarcado e o capitalismo.  Nós concordamos com a feminista americana Laura Kipnis :  “Sobre a cultura do estupro, os homens devem ser controlados e a...

O FOGO E A FÚRIA... mini-conto sobre subjetividades, redes sociais e o que realmente importa.

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Para William Eu1  _Quem sou eu?   o que mostro de mim é o que sou? sou O mesmo que mostro? escondo algo, consciente ou inconscientemente? Eu2 _ Essas perguntas vão lhe levar  ao problema do ovo ou a galinha. Eu1 _  Isso me preocupa por causa das redes sociais. O que somos nas redes? o que queremos ser? o que creem que somos? o que somos fora dali? Menos ou mais interessantes? É verdade o que vemos? a verdade de mim transparece na rede? Posso comandar a aparência social deste personagem eu  ou estou sob a gerencia de algoritmos que só querem vender e me fazer comprar? Eu 2  _ EU, EU, EU... pra mim, até mim, verdade de mim... Tanto egoísmo assim? nunca vi se falar tanto do EU como agora.   Eu1_  Isso não é novo, os gregos já se perguntavam sobre "quem sou", a pergunta é mais antiga do que você pensa. Eu 2 _ Há controvérsias, especialistas defendem que os gregos não estavam tão interessados em descobrir uma  es...

ENTREVISTA CON JEAN-LUC NANCY (en español)

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Entrevista con Jean-Luc Nancy [1] publicada el 2/10/2015 en la revista L’humanité.fr. E l filósofo habla sobre su último libro “ Demande” , donde considera las relaciones entre la filosofía, la literatura y la verdad. Asimismo responde sobre su acercamiento al pensamiento de Martin Heidegger en su libro “ Banalité de Heidegger”,  y sobre la nueva forma con la cual el Papa Francisco propone el cristianismo y su Iglesia. Texto original en: http://www.humanite.fr/jean-luc-nancy-vouloir-un-sens-unique-ouvre-sur-une-violence-le-meurtre-des-autres-sens-585496 “ Demande” (Ed. Galillée), publicado en el inicio del año de 2015, añade una treintena de sus textos. Esta selección despliega claramente una reflexión acerca de las relaciones que la filosofía y la literatura mantienen con la verdad. ¿Por cuales medios propios a una y otra ellas demandan la verdad? Jean-Luc Nancy  La palabra « verdad » trae una carga bien particular: la representación o la evocación de una presenc...

A frase onde ela se foi

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Me fazia falta uma amiga naqueles dias. Tinha vontade de conversar, falar de alguns problemas, tomar um café, botar conversa fora, rir um pouco, esquecer do frio e da chuva dos últimos dias. Como ela não estava por perto decidi escrever-lhe. Comecei com o clássico: _Oi, como você está? Segui com algumas frases de carinho, pensadas rapidamente, mal escritas. Tomei algum cuidado para não ser sentimentalista demais, aquilo seria falso. Falei da nossa distancia, de como gostaria de vê-la e de como me sentia triste por estarmos longe. Ela também começou com o clássico. _Nós estamos bem! Não era tão clássico é verdade. Esse uso do plural denunciava que ela já não existe. Agora ela é eles. O filho, o marido, o cachorro, a cidade, aquele trabalho, o carro. Sim inclusive o carro. Uma das formas mais imbecis que a humanidade encontrou para dissolver uma pessoa singular e passá-la para o plural é o carro, esta extensão do corpo humano que pode fazê-lo desaparecer e ao mesmo tem...

Os livros onde te perdi

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há muitos anos te perdi num livro um livro abusado pelos psicólogos pops, de frases trilhadas que já não representam quem sou. Naquele tempo minha casa era outra, o seu teto era de outro material  Nós líamos o Gabo durante tardes inteiras, e  só agora o entendo perfeitamente há um tempo atrás te fostes com un livro, um tratado científico que descreve a arte de desaparecer Eu tinha memorizado as paginas, E as reescrevi num caderno de espirais grossas. há um tempo atrás te encontrei em outro livro desta vez não fui eu quem escrevi. Te juntei peça por peça, E já eras outro, não aquele menino, nem aquele adolescente arrognte. Há pouco tempo atrás  te encontrei numa cronica de jornal Tu estavas escrito sobre lençois, sobre os assentos de um auto os personagens eram dois e todas as semelhança eram pura coincidência Agora as vezes apareces sobre as páginas intangíveis de um não -livro dizes quatro coisas que parecem bonitas e desapareces como só tú sabes ma...

Uma rua da Cidade do México.

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"Passeio da Reforma" (em portugues) é essa grande avenidona nessa cidadona que é a cidade do México (uma das 3 maiores do mundo).  A Avenida da Reforma é a rua principal desta cidade, está no coração do centro histórico e leva este nome como homenagem às reformas (modificações políticas) que começaram a acontecer no país depois da ditadura de Porfirio Dias (que terminou e 1910). A rua foi, e é, palco dos principais acontecimentos políticos da nação.  Está cheia de monumentos, chafarizes, símbolos que se referem à historia e à memoria da metrópole. Constantemente modernizada, tem ciclovias, bancos, jardins, está margeada por hotéis, grandes companhias de bussines, hards hock's cafés y starbuc's cafés . Não fosse pelo engarrafamento e o barulho constante das buzinas histéricas do trânsito, seria um lugar agradável e um pouco diferente do resto da cidade. Feliz ou infelizmente o lugar não esconde suas contradições e a hipocrisia de uma sociedade ainda colonialis...